Lavandeira self-service e dieta personalizada para pets são algumas opções.
Publicado em: 14/04/2025 18:36:00
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A rotina pesada pede praticidade. Por isso, o desejo por facilidades inspira quem deseja abrir um negócio no Distrito Federal. A capital conta com 282 mil microempreendimentos, de acordo com dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Pensando nas demandas atuais dos clientes, Ana Paula Santos (foto em destaque) abriu há um mês uma lavanderia self-service em Águas Claras. “Os apartamentos são cada vez menores. Contratar alguém [para cuidar da casa] é caro”, justifica.
As lavanderias “faça você mesmo” são comuns fora do país. É fácil encontrá-las em cidades europeias ou norte-americanas, por exemplo. Entretanto, no quadradinho, além da Lave You, só há mais um negócio semelhante.
Foram meses de pesquisa para que a empresária paulista, moradora da capital há 22 anos, chegasse ao serviço que oferece hoje. Além de conversar com o dono da única outra lavanderia self-service de Brasília, Ana Paula viajou para São Paulo a fim de conhecer outros empresários do setor.
O local em que abriria a lavanderia também se tornou alvo de muita pesquisa. “Pegava a minha bicicleta para ver o ponto mais legal de Águas Claras. Queria que ficasse onde as pessoas tivessem segurança, fosse de fácil acesso e tivesse um horário diferenciado”, conta.
Depois, chegou a hora de estudar o ponto com maior potencial. “Eu observei o movimento de quem passaria em frente à loja. Fiquei um mês, todos os dias, pesquisando sobre o local.”
O negócio é 100% automatizado; não há funcionários. Ana Paula abre a loja às 7h e volta para fechar às 23h. Para realizar o pagamento, o consumidor usa fichas, liberadas com o uso de cartões de crédito ou débito.
O custo é de R$ 30 para, no máximo, 20 peças — dependendo do volume e do peso de cada uma. Em caso de dúvida, o cliente pode acionar a dona por um interfone, que o conecta diretamente ao celular dela.
Séries em dia
O ambiente foi preparado para receber quem precisa estudar ou trabalhar enquanto espera. O consumidor que quer colocar as séries em dia ou assistir a um filme também consegue: há uma televisão conectada à Netflix. Ana Paula também se preocupou em escolher uma loja perto de outros negócios que facilitem a vida do consumidor. Os vizinhos da Lave You são academia, padaria, farmácia e salão de beleza.
A empresária conta com os próximos passos planejados. Ela espera oferecer, até o fim deste ano, o serviço de delivery para quem não quer ficar esperando. E a parceria com uma empresa que passe as roupas, para completar os serviços de lavagem e secagem oferecidos pela empresa. Até 2021, o objetivo é abrir mais duas lojas em Águas Claras.
Pesquisa e vocação
Valdir Oliveira, diretor superintendente do Sebrae, explica que a busca por novidades é algo característico do DF. “A escolaridade elevada [dos brasilienses] acaba atraindo, por meio do conhecimento, negócios com base na inovação. Quem conseguir juntar inovação com serviço e comércio tem um potencial maior por causa do nosso mercado”, explica.
O alto poder aquisitivo também permite que a cidade ofereça serviços pouco consumidos em outras regiões do país, de acordo com o diretor superintendente do Sebrae. A medicina alternativa é um exemplo.
Inovação não está somente no aspecto tecnológico mas também em uma nova forma de fazer algo. “Um modelo de atendimento diferenciado é uma inovação”, afirma Oliveira. No entanto, ele ressalta que é importante gostar do que vai oferecer.
“Como o pequeno empreendedor faz tudo, ele precisa se identificar enquanto vocação. Não adianta ter um petshop se não gostar de animais”, exemplifica.
Outra recomendação importante para quem quer empreender é fazer uma extensa pesquisa. “Você tem que conhecer o mercado em que você está se inserindo: quem são os clientes, os concorrentes, os funcionários”, aponta Oliveira. Escolher bem o local e a capacitação — própria e de funcionários — também é essencial.
Pesquisar torna-se importante ainda para ter certeza de que o negócio é o certo para o empreendedor. “Não é porque determinada oportunidade tem espaço no DF que qualquer um vai dar certo nela”, afirma o diretor superintendente do Sebrae.
A professora da Universidade de Brasília (UnB) Kátia Maria Belisário vê áreas com potencial para os negócios que não são, atualmente, bem exploradas na capital. As apostas dela são turismo; mercado voltado para idosos e para a necessidade da mulher, vítima frequente de violência no DF; e startups.
Iana Caramori 27/10/2019 15:58, atualizado 27/10/2019 19:09
Referência: https://www.metropoles.com/distrito-federal/economia-df/empreendedorismo-diferentao-e-aposta-no-df-para-atrair-o-cliente

